quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A merenda escolar, a militância e o reaça



José Lamartine Neto - Não é possível que a fome tenha aumentado em relação aos anos 1970/80 quando nem se falava em merenda escolar na então ETFBa, ou que as pessoas eram mais resistentes do que as hoje. E aqueles estudantes aprendiam.
14 de agosto às 10:21

TBR - José Lamartine, e temos que retroceder?
Acho que uma escola rica como a nossa, não pode fazer discurso que nos coloca para baixo, nivela ao sistema precarizado das escolas públicas estaduais e municipais. Ao tratamento que os gestores têm dado a este sistema público de educação.
Não podemos deixar a educação federal chegar ao patamar de descaso que vivemos no serviço público estadual e municipal. Somos uma rede com recursos, mas, com problemas administrativos de incompetência de gestão. Temos que criticar, exigir melhorias. Acho a crítica muito válida. Se os gestores tivessem escuta sensível, já teria melhorado muita coisa na nossa instituição, é a equipe que possui CD e FG para esta finalidade, cuidar da gestão escolar.
14 de agosto às 18:48

José Lamartine Neto - TBR, o que vi nestes 34 anos de atuação na ETFBa/CEFET-BA/IFBA é que, ao longo do tempo estamos mudando a forma de enxergar nossos alunos. Paulatinamente os tratamos como se fossem, cada vez mais frágeis e mais infantis. Não tenho nenhum saudosismo, só fico observando o mundo real (como vejo, é claro) e o mundo acadêmico e, em muitos momentos vejo que são dissonantes.
14 de agosto às 19:07

DDSM - Ze só que estamos em 2016 e nos estudantes não vamos deixar está situação COMO está

TBR - José Lamartine Neto você mudou o assunto ?
Desculpa, mas não entendi qual contexto você se refere na resposta.
Aqui vejo uma formação cidadã muito positiva no protesto dos estudantes. Vejo maturidade neles. Acho super positivo este tipo de reivindicação. A escola deve ter participação política e democrática. Só assim, podemos ter um perfil de cidadão mais exigente quanto a coisa pública em nossa sociedade.
14 de agosto às 19:13


José Lamartine Neto - TBR Espero que não chegue a este ponto de argumentação usado pelo paulista. 

14 de agosto às 19:33

LR - É bonito de ver... Falou tudo TBR! É o movimento estudantil se empoderando novamente. Historicamente ele foi fundamental na luta contra vários sistemas totalitários. Mas, nas últimas décadas, por causa do clima gerado pela formalidade da representação democrática e pela apatia que se abateu na arena política, tivemos um recuo nas formas de mobilização estudantil, até porque, grande parte dele fora engolida pelo sistema partidário. Acontece que esses estudantes, de forma emancipada, estão dando um grande exemplo e mostrando seu protagonismo diante de uma instituição que já se torou anacrônica para seu tempo.
14 de agosto às 19:25

Lelé - TBR...
Admiro sua disposição em jogar pérolas aos porcos!
Eu não tenho paciência pra isso... não aguento os reaças de plantão! !!!
#prontofalei
15 de agosto às 05:33

TBR - Paciência histórica. Rsrs
Papel da didática e educação, da democracia, a conversa na diversidade.
Por falar neste tema, tenho uma boa dica de leitura, o momento político que vivemos no país, merece.


15 de agosto às 08:07

DDSM - E até porque agente só está dialogando não está criticando ninguém! !! Então está tudo ótimo

Lelé - Eu tou criticando sim... quem disse q não??? Rsrsrs
Até pq, se é reaça, tem de combater!!
15 de agosto às 22:52

DDSM Mas só que eu não apoio qual quer tipo de ofensa! !!
15 de agosto às 23:00

Lelé Sim... mas aí vc fala por si!! Super respeito!!!
Arrasou!
Já eu, eu tenho um jeito de falar, q é criticando mesmo!
;)
15 de agosto às 23:10

José Lamartine Neto - Obrigado pela dica de leitura TBR. Só agora que vi.



Para os normais e os lelés da cuca, a Márcia Tiburi, tratada como "filosofa" pela esquerda brasileira, citou neste vídeo alguns autores. Será que o tratamento que ela dá ao livro (que não li) é o mesmo do vídeo? Não sei.
Um destes autores foi o Adorno. Aliás, como esse povo cita a Escola de Frankfurt só para dizer ter "bases teóricas" das bobagens que falam. Adorno se esqueceu de que o fascismo era concentração total do estado: "Nada fora do estado, tudo dentro do estado" - dizia Mussolini. Alem do mais quando se refere ao termo "personalidade autoritária" como algo fascista é a mesma ideia do "crime de pensamento" descrita por George Orwell no seu livro 1984. Mas o que Adorno e a Escola de Frankfurt queria na verdade era identificar pessoas que não eram suficientemente revolucionárias com o objetivo de serem re-educadas. Nos EUA, com o objetivo de fachada de medir o anti-Semitismo americano, tinha por meta verificar o nível de aderência aos valores Judaico-Cristãos, associando estas crenças como "autoritárias", para posteriormente serem desacreditadas. Bem, é isso que vem acontecendo desde então e se ampliando país a país.
A autora interpreta o mundo com os seus paradigmas. Se ela quer experimentar o materialismo, que confunde e apaga o mundo e reescreve para servir a seus próprios interesse, tornando-se apenas a experiência de suas suposições, azar dela. Prefiro, na verdade, as interpretações da realidade de sociedades que realmente deram certo e progrediram, ao invés de experiências pífias de ditaduras dos socialistas a alimentar sonhos de utópicos.
Outras pérolas da Tiburi presente no vídeo:
-"O fascista não gosta de estudar. Não gosta de diálogo". Ora, que coisa energúmena. Quem faz isso no Brasil? Quem fica com militância virtual dizendo que gosta de liberdade de expressão mas odeia quem diz o contrário? Qual era a tribo paga pelo governo para ficar apagando todo tipo de página que lhes fazia oposição? Exatamente gente da estirpe da Márcia. Gente que sequer sabe sentar e falar de um teórico não marxista. Não sabem nada de teoria econômica, a não ser pelos autores marxistas.
-"O burro não conversa, não lê um livro" - exatamente o tipo de militantes como essa senhora. Aliás, citou Freud, que tratava da "repressão sexual", em seu livro "O mal estar da civilização". Anos mais tarde, após curta vida de liberalização sexual o que se viu foi o contrário: pessoas que caminham para a depressão, prazer a qualquer custo, vícios sexuais, aumento de estupros e abortos (para maior entendimento ver as ideias do feminismo radical de Shulamith Firestone). Pior foi tratar pessoas pela categoria de burros como uma "impotência de se colocar no lugar do outro". Isso é de uma grosseria sem tamanho, mas o que se poderia esperar? O mais curioso é o ato falho que ela "comete", horroroso até, quando se coloca como a autora da moda lida pelos burros. Aí o Freud tem razão, sem querer a verdade aparece.
-Agora, interessante: Cita Hannah Arendt, mas será que ela foi intencionalmente mal-intencionada ou realmente não sabe ela que a Arendt reprimiu veementemente os regimes totalitários, coisa bem descrita no livro "A origem do Totalitarismo".
Por fim, ou a Márcia Tiburi não sabe o que é o fascismo, ou intencionalmente não explicou que hoje é usado como uma categoria discriminatória, um xingamento, um insulto já tão desgastado pelo excesso de uso que desperta risos dos supostos ofendidos. Aguardemos que em breve surgirão insultos substitutos.

Por fim, queria lembrar a nojenta recomendação do porco conhecido como velho Major (George Orwell (1945), Animal Farm): "Pouco mais tenho a dizer. Repito apenas: lembrai-vos sempre do vosso dever de inimizade para com o Homem e todos os seus desígnios."
15 de agosto às 23:08



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