As obras aqui publicadas podem não ser inteiramente ficcionais, podendo corresponder ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais será mera coincidência?

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Quantos policiais morrem por ano no Brasil?

Quantos policiais morrem por ano no Brasil?

     

A cena se repete por todo o Brasil. O cortejo fúnebre chega ao cemitério escoltado por várias viaturas policiais. Muitos outros policiais comparecem fardados, mesmo estando de folga, para poder acompanhar as últimas homenagens a um colega que honrou a promessa de dar a vida pelo Brasil com seu próprio sangue. Durante o velório as palavras de conforto do Capelão militar relembram que aqueles que morrem na amizade com Deus não perecerão em definitivo, mas terão a vida eterna. 

Após o velório, sempre carregado de emoção e dor, o policial falecido é escoltado pela guarda fúnebre para as honras militares. 

Primeiro o cortejo para diante da guarda de honra que, perfilada com fuzis, fazem a salva de tiros. Nesse momento o corneteiro toca o "toque de silêncio", um dos toques de corneta mais tristes que existe, que mais parece um lamento. 

Em seguida o comandante da guarda de honra comanda, com a espada desembainhada e de cabeça para baixo, "em funeral, apresentar armas", e todos prestam uma dolorosa continência ao saudoso amigo. 

Depois, em meio a muita emoção, que agora explode em lágrimas e choro franco, inicia-se a baixa ao túmulo. 

O Comandante Geral, ou o Comandante do policial, entrega a bandeira do Brasil, símbolo máximo do nosso país e que simboliza cada família e cada cidadão brasileiro, dobrada a um familiar do herói, geralmente a sua mãe. 

Essa cena se repete, praticamente, todos os dias do ano em algum lugar do Brasil. E, infelizmente, a frequência dessa cena aumenta a cada ano. Geralmente, exceto em honrosas exceções, nenhuma autoridade pública comparece ao enterro além do Comandante e dos colegas. Nenhuma rede de televisão. Nenhuma rádio. Nenhum jornal. Nada. No noticiário televisivo da noite seguem as notícias como se nada de importante tivesse acontecido naquele dia. Como se a família de um herói brasileiro não tivesse, em um instante, ficado, irremediavelmente, menor. 

No outro dia mais uma esposa, mãe ou filho(a) receberá aquela terrível ligação telefônica, geralmente do Oficial de Dia, do Comandante ou do Capelão militar, informando que, infelizmente, aconteceu uma coisa muito ruim com o seu esposo, pai ou filho, e que em nome da Polícia Militar ele sente muito. 

Isso acontecerá no outro dia de novo. E no outro e no outro. Com o tempo passamos a nos acostumar com essa rotina. 

Mas será que isso é normal? Será que em países da Europa ou nos Estados Unidos as coisas são assim? 

A resposta é simples e direta: Não.
Enterro de Policial militar. Ocorre, em média, um por dia no Brasil.Enterro de Policial militar. Ocorre, em média, um por dia no Brasil.
O jornalista Alexandre Garcia afirmou, ao vivo durante os programas "Bom dia Brasil" da TV Globo e na rádio CBN, que o Brasil é o país do mundo onde mais se mata policiais. No país morrem, por ano, em média, 490 policiais. Esse número medonho fez correr o vídeo da participação dele no programa, e na rádio, por toda a internet e, finalmente, trouxe à baila um assunto considerado tabu pela elite universitária e jornalística do Brasil: O massacre que os policiais brasileiros vem sofrendo há mais de 20 anos.
Em um artigo anterior, datado de 2 de fevereiro de 2014, eu já tinha alertado que o número de policiais mortos no Brasil era na casa de 500 por ano. Esse número, absurdo e de guerra civil, é ainda mais chocante quando comparado aos da polícia dos Estados Unidos da América do Norte. Por lá, por ano, morrem em média 70 policiais. Isso mesmo, 70. O mais impressionante é que nos EUA existem gangues perigosíssimas, pode-se comprar armas de fogo em supermercados ou lojinhas na esquina (o que comprova, mais uma vez, que esse papo de desarmamento da população civil é conversa pra boi dormir dita por militantes de má fé), tem graves problemas com terrorismo e étnicos, além de ter uma população muito maior que a nossa, o Brasil tem 200 milhões de pessoas e os EUA 300 milhões, o que mostra que ao invés do paraíso utópico prometido pela esquerda, foi entregue um inferno real, já que o Brasil tem em média quase 70 mil homicídios por ano, enquanto nos EUA são 12 mil.
Para que tenhamos uma ideia do tamanho da tragédia basta dizer que nos últimos 20 anos morreram no Brasil, aproximadamente, 10 mil policiais. É como se em 20 anos todo o efetivo das polícias militares de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tivesse sido assassinado. Isso deve ser o suficiente para que mesmo os mais teimosos e recalcitrantes comecem a vislumbrar o tamanho da carnificina contra milhares de homens e mulheres que juraram defender o Brasil e o fizeram com o custo da sua própria vida. É preciso colocar mais um número terrível no papel: para cada morto tem-se, em média, três feridos. O que dá o número de mais de 30 mil policiais feridos em 20 anos. Como base de comparação é como se a Polícia Militar da Bahia tivesse o seu efetivo inteiro ferido durante esse período. São números impressionantes. São números de uma guerra civil. São números que, somados aos dos homicídios da população, nos fazem refletir sobre o risco que cada brasileiro corre de sofrer uma violência grave ao longo da vida, e a dos policiais mais ainda.
Mas afinal, por que o Brasil que era um país muito mais tranquilo e seguro até a década de 90 se tornou uma terra sem lei com números de genocídio? A resposta é simples: ideologia. Com a chegada da esquerda ao poder, primeiro os Sociais Democratas em 1994 e depois os revolucionários em 2002, o Brasil começou a sofrer um processo degenerativo em todas as suas relações humanas que, passo a passo, levaram para o cenário que temos hoje. Primeiro se optou por começar uma lenta e insidiosa campanha de difamação contra as polícias militares. Usando casos de ações da PM contra ela, a grande mídia, os agentes culturais e universitários e até mesmo militantes dentro da Igreja Católica, começaram a inverter a realidade, mostrando sempre o policial como bandido e o bandido como herói. É inegável que "intelectuais" (aqui no sentido gramsciano do termo) tiveram uma ação decisiva nesse processo, pois formaram uma geração inteira de brasileiros, seja nos cursos universitários, seja nas escolas médias, que acreditavam no papo furado da "luta de classes" e, mesmo sem saber, já que pelos os dados disponíveis mais de 30% dos estudantes universitários no Brasil é analfabeto funcional, ou seja, não consegue interpretar um texto simples, passaram a odiar os policiais, os militares, os religiosos, os pais, a família e a Deus, trocando o certo pelo errado, e por isso cultivando como heróis vagabundos psicopatas como "Che Guevara", Lamarca, Marighela, dentre outros. Afinal, o diabo não é tão feio e mal quanto dizem...
Em vinte anos mais de 10 mil policiais morreram no Brasil. Para as famílias tristeza e saudade.Em vinte anos mais de 10 mil policiais morreram no Brasil. Para as famílias tristeza e saudade.
Como segundo ponto de inversão revolucionária dos valores tradicionais enraizados no Brasil, que são os valores cristãos, optou-se por usar a linguagem e os sentimentos do cristianismo contra a população cristã. Essa técnica, vinda da escola de Frankfurt e idealizada por marxistas como Herbert Marcuse, mostrava que a nova classe revolucionária a ser utilizada para realizar a revolução era a classe dos criminosos, dos drogados e das prostitutas e que por isso era necessário todo um novo arcabouço argumentativo a favor desses grupos e contra a moral, o bem, a religião e a família, que são as bases de toda a sociedade. Por isso que no Brasil proliferam nos cursos de ciências sociais todo o tipo de "pesquisa" e trabalhos "científicos" mostrando que os criminosos não são maus e algozes sanguinários de vítimas indefesas, mas são, na verdade, vítimas da sociedade, que os oprimiram por conta da sociedade de consumo e que eles, num ardor revolucionário inconsciente, pegam em armas e começam a roubar, matar e destruir tudo em nome da "justiça social". Por isso que uma das facções criminosas mais antigas do país tem o nome de "Comando Vermelho" e a outra, o PCC, ter a mesma sigla do famoso e glorificado "Partido Comunista Cubano, PCC".
Outra razão para esses números absurdos de criminalidade é a cultura criminal criada e disseminada, por organizações e empresas milionárias, que passaram a estimular, literalmente, em verso e prosa o crime e a sua subcultura. Existe hoje um verdadeiro exército de cantores, produtores de filmes e clipes, "artistas" que vivem de propagar o crime, cometendo eles mesmos o crime de apologia ao crime, previsto no código penal nos seus artigos 286 e 287. Com esse artifício o consumo de drogas (principalmente a maconha), os roubos, pichações, gangues e outros crimes tiveram os seus números de praticantes e de vítimas aumentados exponencialmente. Mas se o consumo de drogas explodiu não tem problema, as FARC estão aí para produzir e entregar pelas abandonadas fronteiras brasileiras a quantidade que for necessário, mesmo que isso custe um rio de sangue.
Alia-se a isso a profunda alteração das leis penais e de execução penal, a começar com o famigerado Estatuto da Criança e do Adolescente, que praticamente acabaram com o cumprimento de penas no Brasil. Como policial militar presenciei, inúmeras vezes, um criminoso preso em flagrante por um crime grave, ter uma ficha corrida de mais de 20 passagens, todas com prisão em flagrante e, após um período ridículo de cadeia, ou nem isso, votar para a rua com aquela empáfia e ousadia que só a impunidade consegue fazer no bandido. Esse processo, como os outros já citados, foi, também, criado de propósito, com o fim específico de transformar o Brasil no que é hoje: um inferno de crime e de impunidade. Mas, afinal, o que importa é a revolução e o futuro glorioso de uma sociedade sem classes e sem sofrimento, nem que seja necessário matar e escravizar toda a população do país. Se ao final do processo o paraíso na terra não chegar e ficar apenas um inferno cubano não tem problema, afinal quem sobrou para reclamar?
Comandante Geral entrega a bandeira do Brasil para o pai de policial morto em serviço. Tragédia diária.Comandante Geral entrega a bandeira do Brasil para o pai de policial morto em serviço. Tragédia diária.
Por fim, assistimos agora a suprema indecência desse grupo político ideológico que quer, como sempre com a promessa de resolver o problema que ele mesmo criou, extinguir a Polícia Militar brasileira com um papo furado de "desmilitarização", por conta "dos inúmeros crimes contra os direitos humanos". Esse argumento é de uma má fé ultrajante. Além de usar a velha tática de Lênin (acuse-os do que você faz e xingue-os do que você é) culpando a PM dos índices criminais altos e que fazem dos policiais as suas vítimas preferenciais, querem acusar a PM de desrespeitar os direitos humanos. Obviamente que isso é só uma mudança de foco e uma distração pois o objetivo final, nunca declarado abertamente é claro, é acabar com a força reserva interna do Exército, que são as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares, que contam atualmente com mais de 650 mil homens em condições de pronto emprego. Foi a Polícia Militar que não permitiu que o país entrasse com colapso durante os violentos protestos e ações de desestabilização ocorridos durante a Copa das Confederações em 2013, onde mais de 300 policiais saíram feridos, alguns gravemente, e outros tantos processados e perseguidos pela mídia. Com a ação enérgica da PM o plano de aprovar, no rastro do desespero dos protestos, a tão famosa reforma política e o plebiscito falharam vergonhosamente. Mas extinguir a PM não tem problema, pois o Brasil é um país tranquilo, com índices criminais baixos e que o único problema é o fato da polícia ser militar e poder ser acionada pelo Exército em caso de caos interno. O fim da PM vai trazer uma nova era para o Brasil. O PCC e as FARC agradecem.
Espero que esse artigo, por vezes provocativo, tenha despertado para os números absolutamente inaceitáveis do crime no Brasil, que faz com que o nosso país seja o país que mais morre policial no mundo. Esse massacre dos heróis que juraram, perante Deus e a bandeira do Brasil, dar a vida pela sociedade, tem que ser primeiro reconhecido, para que se pare de enfraquecer as corporações que ainda fazem frente ao exército de criminosos que andam a solta nas ruas buscando a quem devorar. Em segundo lugar a sociedade civil, os órgãos de Estado, as empresas de mídia, os parlamentares, os educadores e todos os brasileiros de boa fé e que amam o Brasil tem que se posicionar em defesa daqueles que morrem para os defender. Se os brasileiros não acordarem e não tiverem coragem de agir, de maneira clara e decidida, em favor das suas polícias militares pode ser que acordem um dia e descubram que não sobrou ninguém para vir lhe proteger da horda de marginais armados que está dobrando a esquina.
Capitão Olavo Mendonça.

Sugiro a leitura dos seguintes artigos que podem ajudar a aprofundar o entendimento do tema: 

Depoimento da mãe do policial militar Pietro executado em São Paulo.

Qual a diferença da polícia dos Estados Unidos e a do Brasil?

O homem, a polícia e os glóbulos brancos

A polícia, o bem e o mal

Sonho interrompido

Cultura Criminal

Os heróis da PM

Polícia e Bandido. Por Alexandre Garcia

Inversão moral – Amigos de rapaz preso, acusado de agressão covarde a coronel da PM, transformam a vítima em algoz

Só existe polícia militar no Brasil?

A desmilitarização da PM e o genocídio do crime no Brasil 


Veja os vídeos citados no artigo:




Referências:
 Fonte da Foto: Extra Rio.


Artigos Relacionados 

Qual a diferença da polícia dos Estados Unidos e a do Brasil? 

Só existe polícia militar no Brasil?

A militarização das polícias americanas

Qual o salário de um policial nos Estados Unidos?

A desmilitarização da PM e o genocídio do crime no Brasil

E nós, policiais militares, o que devemos fazer nesse momento de trevas?

Artigo de um Sargento Policial Militar: Não queremos ser oficiais!

Estão tentando impor a luta de classes dentro da PM

Cultura Criminal

O que fazer para ganhar um salário de Coronel da Polícia Militar?

Leia e entenda a PEC 51 que quer desmilitarizar as PM's

DEPRECIAR, DESMERECER, DESMILITARIZAR

Os heróis da PM

A falácia da desmilitarização da polícia

O homem, a polícia e os glóbulos brancos

Faça a sua parte: Estude!

Segurança Pública e a luta de classes

Pedagogia do crime

Mocinho e Bandido

As Polícias Militares são Constituídas por Oficiais e Praças

Jornal inicia campanha anticristã contra policiais


Fonte - http://blitzdigital.com.br/index.php/artigos/945-quantos-policiais-morrem-por-ano-no-brasil


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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A novilíngua petista (por Julio Daio Borges)


Segunda-feira, 17/11/2014
A novilíngua petista
Julio Daio Borges


Você já tentou discutir com um petista? Então você sabe do que estou falando. Como se vê todos os dias pelo noticiário, o PT não aceita a contestação. E os petistas não sabem conviver com o "contraditório". Em suas fileiras, apenas discípulos fanáticos. Ou se é um militante cego ou se é considerado um inimigo da seita. Sua guerra também é santa; e eles têm até o seu messias...

Fiz este "manual" para mostrar que petistas não discutem, apenas mimetizam a discussão. Logo, se você entrar numa "discussão" com eles, e tiver lido este texto, já sabe o que vai encontrar...


Novilíngua é um termo de "1984", o romance de George Orwell. Na distopia de Orwell, o governo central, ou Big Brother, inverte os termos, para justificar um regime totalitário. Assim, o Ministério da Verdade cuida da falsificação do noticiário, e da reescrita da História; e o Ministério da Paz vive de fazer a guerra indefinidamente. Qualquer semelhança - com o que estamos vivendo - *não é* mera coincidência...


* "Mentira virando verdade" - Vimos isso durante a campanha eleitoral. Era *mentira*, por exemplo, que a inflação estava "controlada" - mas a informação foi veiculada como *verdade*, e até repetida, pela presidente, durante os debates. Finda a eleição, qual foi uma das primeiras medidas tomadas? O aumento dos juros - para controlar a inflação.

* "Verdade virando mentira" - Do mesmo modo, era *verdade* aquela informação, na matéria de capa da Veja, de que Dilma e Lula "sabiam de tudo". Exemplares da revista foram apreendidos, a sede da editora Abril foi vandalizada e a presidente, inclusive, veio a público "desmentir" a reportagem... Acontece que a própria Folha repercutiu a informação contida em Veja. O Globo a colocou inicialmente em dúvida; mas depois voltou atrás. E o Estadão, recentemente, emplacou o seguinte editorial: "Lula e Dilma sempre souberam". Ou seja, era *verdade*.

* "Bandidos virando heróis" - Essa prática se consagrou durante o julgamento do mensalão, em 2012. Primeiro, tentaram caracterizar o Supremo como um "tribunal de exceção". Depois, insistiam que era um julgamento "político" (e, não, técnico). E, por fim, como os heróis da resistência à ditadura militar foram mesmo condenados, pelo STF, a saída foi convertê-los em mártires ou *heróis da pátria*. Eram *criminosos*. Nunca deixaram de sê-lo. Pelo menos, para quem acredita nas leis brasileiras e respeita as decisões da Justiça...

* "Heróis virando bandidos" - Assim como Joaquim Barbosa presidiu exemplarmente o Supremo, durante o julgamento do mensalão, a operação Lava-Jato tem sido um marco - na desmontagem de um "esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas"... Pois, bem: o ministro da Justiça, do governo Dilma, anunciou que vai "investigar" os delegados que atuam na Lava-Jato (!) - simplesmente porque, durante as eleições, eles manifestaram, em privado, suas preferências políticas (em favor do candidato da oposição). *Heróis*... tratados como *bandidos*.

* "Fora-da-lei virando dentro da lei" - Antes, falávamos de julgamentos e de investigações. Agora, trata-se de legislar em causa própria. Estamos falando da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Por essa lei, o governo federal, assim como os estados e municípios, está obrigado a cumprir uma meta de superávit fiscal. Como não vai conseguir cumprir, pela primeira vez desde que a lei foi criada (no ano 2000), o governo federal quer alterar a LDO - a seu favor, claro. Ou seja: o governo pede a aprovação, do Congresso Nacional, para transformar uma *infração* em *lei* - o que é *ilegal* (descumprir a LDO) passará a ser *legal* (graças ao que, eufemisticamente, chamam de "revisão" na meta...).

* "Dentro da lei virando fora-da-lei" - E todo mundo ficou sabendo daquele caso, da agente de trânsito, que, ao repreender um juiz por dirigir sem placa e sem documentação, durante uma "blitz" da Lei Seca, teve sua ordem de prisão decretada (pelo mesmo juiz infrator). E, ao processar o juiz por danos morais, a agente foi surpreendida com uma decisão contrária a si - sendo obrigada a pagar uma multa (ao mesmo juiz). Só depois de extensíssima repercussão, a OAB - a mesma que negou registro de advogado a Joaquim Barbosa, um verdadeiro herói da pátria - resolveu afastar o juiz...

* "Ditadura virando democracia" - Quem acha exagerado o uso de termos como "bolivarianismo" e "venezualização", aplicados ao presente momento do Brasil, deveria ler o documento "Resolução Política" - oficial do PT - e prestar atenção ao uso do termo "hegemonia"... Na Venezuela e em outras repúblicas bolivarianas da América Latina, a "hegemonia" tem sido alcançada através da *democracia*. Hegemonia nada mais é que controle do Executivo, do Parlamento, das polícias, da Justiça e dos meios de comunicação. Quando forem ver, a democracia se transformou. em *ditadura*.

* "Democracia virando ditadura" - E estamos assistindo a dezenas de manifestações pacíficas, em todo o Brasil, serem tachadas de "golpistas". Quando são manifestações "a favor" do governo - mesmo que defendam a "cubanização" do nosso País -, são consideradas "democráticas". Já quando são contrárias a um governo que flerta com o autoritarismo, ou contrárias a um partido com ambições totalitárias, as manifestações são consideradas *antidemocráticas*...

Temos novos exemplos da "novilíngua petista" todos os dias. Desde o ministro da Fazenda, demitido há meses, que faz previsões sobre a política econômica... em 2015 (!). Desde a candidata que prometeu "mais mudanças", e, reeleita, entrega... "mais do mesmo". E, ao se ver cada vez mais enredada em escândalos de corrupção, diz que ela própria mandou investigar (a si e aos seus?). Ou um governo que fala em "diálogo" - no discurso da vitória -, mas revela-se cada vez mais afeito ao "monólogo" (segundo sua ministra da Cultura demissionária)...

Enfim, uma gente que projeta seus defeitos nos "outros". Ataca quando deveria procurar se defender. Acusa outros governos, onde avanços institucionais foram históricos, de "retrocesso". E chama de "progressista" a vanguarda do atraso na América Latina...

Delírios desse tipo - a História mostrou - nunca acabaram bem. Fernando Collor, Claudio Humberto narra, isolou-se do mundo em seu gabinete. Defenestrado, pegou o avião - todos se lembram da cena - como se nada tivesse acontecido. Vargas - sem saída - acabou com a própria vida ("para entrar na história"). Jânio acusou as "forças ocultas". Jango acabou em golpe...

A novilíngua pode ser um recurso ficcional originalíssimo. Mas, historicamente, a realidade acaba se impondo...


Julio Daio Borges


Original disponível em 
http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=4074&titulo=A_novilingua_petista



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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Saiba o que é a Síndrome de Burnout

Rádio IFBA

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Saiba o que é a Síndrome de Burnout

O nome pode até ser pouco familiar, mas a presença da Síndrome de Burnout na sociedade atual é cada vez maior. Quem não conhece alguém com sinais de exaustão emocional, relação conflituosa no trabalho ou despersonalização? 


A síndrome, caracterizada como uma doença ocupacional, se manifesta, sobretudo, em pessoas que trabalham cuidando de outras pessoas. Por isso, profissionais das áreas de saúde e educação são os que mais apresentam sintomas desta doença.
Professor do Cefet-BA (Sede), há 26 anos, José Lamartine, que também é estudante de Psicologia, desenvolveu uma pesquisa para investigar vestígios da doença em alguns de seus companheiros de profissão. Ouça aqui a entrevista que o docente concedeu à Rádio Cefet, explicando um pouco mais sobre a síndrome e sobre sua pesquisa.

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sábado, 8 de novembro de 2014

Norwegian Paerl - Roatan, Belize, Cozumel e KeyWest



Norwegian Paerl
Roatan, Belize, Cozumel e KeyWest

Antes deste cruzeiro, entre fim de março e início de abril de 2014, ficamos alguns dias em Miami em um local bem legal ao lado de um rio. Muito confortável.





Fizemos as primeiras incursões pelos restaurantes e lojas da cidade. As primeiras compras até porque diminui a ansiedade da viagem.



Coisas muito baratas. Realmente a concorrência propiciada pelo mercado é muito vantajoso para o consumidor. A qualidade dos serviços, o profissionalismo separa o "joio do trigo". Só ficam os bons. Cada compra que se faz na hora de pagar é que é cobrado os impostos de 7 ou 8% e só. No Brasil é um absurdo de caro pelo retorno que se tem.

Haaaa sim, estavamos com um carro alugado tambem e com ajuda inestimável de um GPS nos facilitou muito a vida. Se bem que é fácil andar de carro pela cidade, seus viadutos, roads, etc. tudo muito sinalizado, pistas largas, motoristas, de um modo geral, educados.








1-Saída de Miami-FL - 29.03.2014



Depois das primeiras 24 horas no navio, conhecendo várias coisas, a ansiedade inicial se foi, estamos agora calmamente lendo no deck 13, em frente ao mar olhando para o sul, viajando em direção ao México.
O mar é um espetáculo à parte. O azul profundo,a espuma branca arrancada por um casco do navio de quase 300 metros de comprimento, uma altura equivalente a um edifício de 10 andares e um peso de quase 100 mil toneladas, um monstro impulsionado por dois motores de mais de 54 mil HPs que rasga o mar sem piedade.
Come-se muito e a toda hora. São montanhas nos pratos e uma grande concentração de gente gorda, ou melhor, obesas.



Estamos fazendo um lanche da tarde com uma confusão de fuso horário. O sol está mais ou menos a 45 graus ou 16:30. Na Bahia são 18:30h, bem na boca da noite.





2-Roatan-Honduras 30.03.2014




É uma de três ilhas que recebeu este nome devido a uma pratica no período da colonização.
Vinha-se em excursões de caça a um roedor típico da ilha, da família das pacas e das capivaras. De caçar ratões na ilha para "isla de roatan" foi um pulo.
Conhecemos o parque das "mariposas e colibris" um local com guias turísticos com formação ambiental como José, um baixinho muito simpático que nos contou muitas histórias interessantes dos antepassados maias. Vimos algumas réplicas de monumentos daqueles povos que deixaram um legado de orgulho mas, nenhuma obra na ilha. As réplicas funcionam para ajudar a manter viva a história. Se são verdadeiras não importa.
O taxista que nos levou por cerca de 30 km de passeio, Luis Alberto, pareceu um rapaz simpático, fala espanhol de fácil compressão pelo turista.
Apesar da língua oficial ser o espanhol, muitos falam com fluência o inglês. Fácil de compreender pela mesma origem latina, foi nos mostrando os mirantes e as casas e condomínios particulares de estrangeiros, inclusive com suas praias particulares.





3 - Belize 31.03.2014


Na segunda-feira dia 31 de março, ancorados a cerca de 10km usamos barcos confortáveis para nos levar à terra firme. Estivemos em Belize, um pequenino país de influência inglesa tanto na língua, na figura da rainha nas moedas, na arquitetura...


Fomos a um café com Wi-Fi para ver alguns e-mails, postar fotos no Facebook, telefonar pela internet usando o MobileVOIP.
Vimos um monumento em homenagem aos mortos em combate na 1a. Guerra Mundial e conversamos com crianças que visam da escola e, como no Brasil, tem o hábito da pedir dinheiro aos turistas. Novamente nos surpreendemos com o azul da água do mar.
Até agora a logística de funcionamento do navio é admirável.
Tudo funciona como um relógio suíço. Isso implica na pontualidade das chegadas e partidas e, como não podia ser diferente, zarpamos às 17 horas em direção a Cozumel no México.



4 - Cozumel, México 01.04.2014

Chegamos no dia 01 de abril, ficamos ancorados a cerca de 3km, esperando o desembarque feito em lanchas confortáveis que já estão incluídas no cruzeiro, iniciada pontualmente às 8 da manhã.
Paraíso dos mergulhos, nova surpresa com a qualidade visual da água, lindíssima e limpíssima, superando as águas dos locais que já passamos.
Em Cozumel fomos a um café, pedimos um cappuccino servido aguardo, Wi-Fi, e-mail, Facebook, etc. Depois fizemos compras, tiramos fotos e marquei no GPS do Runkeeper o percurso pela cidade.

Partimos às 17h em direção a KeyWest onde nossa chegada está prevista para manha do dia 3 de abril.



5 - Navegando de Cozumel para KeyWest 

Agora são 17:20h do dia 2 de abril e percorremos deste Miami 1399 milhas náuticas.
Se tem uma coisa legal neste cruzeiro é o cuidado com higiene. Na entrada da maioria das áreas de alimentação com grande fluxo de pessoas ficam funcionários permanentes borrifando álcool nas mãos das pessoas. São muito simpáticos e, sempre dizem "wash, wash, happy, happy". Tem um filipino que ainda acrescenta "... smile, smile".

Quando eles não estão em certos ambientes, existe dispensadores automáticos, bastando colocar a mão embaixo da saída que uma dose de álcool é esguichada. Este trabalho chega a ser obsessivo mas deve evitar um monte de problemas.



Para ajudar a não ter tédio, academia todos os dias. na verdade já estávamos meio mortos de cansaço mas para não perder a "forma"



À noite, depois do jantar, assistimos alguns shows em algum ambiente legal do navio.





6 - Key West, FL - 03.04.2014

Chegamos no dia 03 de abril e passamos o dia circulando em KeyWest, um local aprazível no extremo sul dos EUA. Fizemos compras de algumas lembranças, tiramos fotos. Por sinal descobri ruas com o nome de minha mãe e minha filha. Muitas casa de madeira e muito arborizado.



Ruas com os nomes de minha filha e minha mãe em Key West






 O turismo se movimenta muito dentro destas versões modernas dos bondes. Mantem um respeito pela história.






Dentre as várias atrações de KeyWest é o legado da pesca. De barcos, entrepostos antigos de pesca, bocarras de tubarões, cabeças de crocodilos, conchas, muitas conchas...



Um pouco da história do sloop Mary, seu naufrágio e a colonização de KeyWest

Antigo entreposto de pesca

Boca de um Megalodon - tubarão pre-histórico 


Cabeças de crocodilos, conchas, conchas, conchas... sem a encheção de saco dos ativistas ecochatos.





7 - Miami, FL - 04.04.2014

Fizemos alguns passeios legais por Miami, Hard Rock cafe no Bayside, Sawgrass, Lincoln Road...

Vista noturna a partir da nossa "hospedaria" 



 
Final da Lincoln Road

Rainforest cafe no Sawgrass



Praia...



Terminou o passeio. Foi muito bacana. Hora de voltar para casa.

Arrumando(?) as malas (isso é auto evidente)


Aeroporto de Miami aguardando o vôo da AA




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