As obras aqui publicadas podem não ser inteiramente ficcionais, podendo corresponder ao comportamento ou opinião pessoal de seus autores. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais será mera coincidência?

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O messianismo petista

A respeito do Marketing Eleitoral, José Lamarck disse:

"Candidato é produto a ser 'comprado' com votos por 'consumidores' eleitores segundo regras de marketing. Noventa por cento dos consumidores compram o 'óleo do peixe elétrico' que cura do calo ao câncer, e acreditam que vão ser curados. É a mente humana que precisa acreditar em alguma coisa. Quando o 'cabra' não acredita é um são Tomé, que poderá até ir para o inferno."

Renasce o messianismo petista que se transforma em uma espécie de igreja, com todos os rituais de fé, e a missão de salvação. Tem o seu papa, cardeais, bispos, padres e mártires (Dirceu, Genoino, Delúbio...) de ambos os sexos (muito mais homens) e etnias (muito mais caucasianos) guiando a manada rumo ao paraíso terreno, logo ali, no futuro utópico. Este "filme" já passou antes mas não aprendemos nada com ele.

O que precisamos é parar de procurar pessoas perfeitas principalmente para o serviço publico. Elas não existem. Perfeito e implacável deveriam ser as leis e sua aplicação. Isso sim é que inibe os desvios de conduta.

José Lamartine Neto


PS: OS COMENTÁRIOS OFENSIVOS, SEJA CONTRA QUEM FOR, INCLUSIVE O AUTOR DO TEXTO, SOMENTE SERÃO PUBLICADOS NO CASO DE IDENTIFICAÇÃO DO AUTOR DO COMENTÁRIO, COM EMAIL, CPF, RG E ENDEREÇO, PARA QUE POSSA SE SUJEITAR ÀS CONSEQUENCIAS LEGAIS DO ATO PRATICADO E REPARAÇÃO DA VÍTIMA DA OFENSA. A INTERNET NÃO CONSISTE EM “TERRA SEM LEI”, LIVRE PARA A PRÁTICA DE OFENSAS E NA QUAL OS COVARDES SE ESCONDAM ATRÁS DO ANONIMATO, NÃO ASSUMINDO SEUS ATOS.

sábado, 25 de outubro de 2014

O poder, a oportunidade e o caráter




"Eu sou favorável à CPI por que ela é um instrumento institucional, portanto legal, para apurar falcatruas. A CPI é uma coisa importante pro Brasil. Acho que ao invés de criar as dificuldades que o presidente está criando, era melhor criar as facilidades para que ela se instalasse e se está com medo da CPI é por que, quem sabe, tenha o rabo preso" - Lula

O poder corrompe? O poder leva a total necessidade de controle para continuar sendo um pseudo poderoso.

Na verdade o poder realmente é muito sedutor. O poder propicia a oportunidade ficando de acordo com outro adágio popular que diz que "a ocasião faz o ladrão", equivalente a este "o poder corrompe".

Penso que não sejam verdade, pois se fosse assim todos nós seriam os ladrões ou abusadores do poder se a oportunidade nos fosse dada.

Logo, acredito que o poder ajuda a revelar quem de fato é a pessoa. A ocasião faria seu caráter aparecer.


José Lamartine Neto













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PORQUE A VEJA É ODIADA?




Uma das muitas razões pode ser esta...

É uma revista que mostra a corrupção e as maracutaias dos políticos, mas estranhamente, os petistas vivem sonhando em querer fechá-la, assim como fez o Hugo chaves na Venezuela e a Cristina Kirchner na Argentina, com a imprensa que não se vendeu. 


A revista Veja deu visibilidade a tanta corrupção nos primeiros anos do governo Dilma que esta se viu obrigada a demitir vários ministros indicados por Lula (em alguns casos ela foi pressionada e voltou atrás). 

Quando o PT era oposição, eles adoravam "Veja". Chegavam a colocar nos murais dos Sindicatos, recortes de artigos de "Veja" espancando FHC. Naquela época, até 2002/3 os tucanos também não gostavam da Veja. Eles eram grandes fãs do PHA (o blogueiro sujo), que atacava o Lula com todas as forças. Hoje virou capacho.

Quando a revista Veja foi fundada em 1968, em pleno regime militar, vem colecionando desafetos, especialmente dos governos de ocasião, possivelmente porque não tolera muito a corrupção e não se omite. 

Acontece que tem muito mais coisa ruim do que boa para se mostrar, daí essa ideia de parcialidade e, agora o PT é vidraça, e fornece muito material de divulgação. É motivo suficiente para o PT odiar "Veja"!!!! 

Acrescento abaixo um exemplo de denuncia cuja capa da edição 66 da revista Veja, de 10 de dezembro de 1969 é dedicada a um só tema: “Torturas”. 

"Era um destemido trabalho de investigação de vários meses de um equipe de oito repórteres chefiada por Raimundo Rodrigues Pereira, detalhando três casos de morte e arrolando outras 150 denúncias. A revista foi apreendida nas bancas." - disse Luiz Cláudio Cunha (Texto publicado originalmente no destemido jornal Já, editado por Elmar Bones em Porto Alegre), 


O importante é que a noticia conseguiu sair do braço longo da censura brasileira e ser publicada em Nova York, Paris e Londres, em três importantes jornais do mundo —The New York Times, Le Monde e The Times.






Fonte - http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/afinal-quem-mente-dilma-ou-os-generais/




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MARKETING ELEITORAL

MARKETING ELEITORAL



Um dos princípios do marketing e criar a sensação do oferecimento de um benefício (material ou abstrato) de forma a gerar uma reação de retribuição do usuário (cliente, comprador, etc). É sutil em alguns casos, muito evidente em outros, e serve para mesma finalidade, concretizar uma transação. 

Vou dar um exemplo: um vendedor de carros (ou casas) pode oferecer um desconto ao comprador. Este, reconhecendo aquilo como favor sente que sua obrigação de retribuir, aumentando assim a probabilidade daquele vendedor fechar negócio. O bom vendedor nunca deixa o comprador se sentir um besta, que caiu em uma manjadíssima estratégia de vendas. 

Nesta situação das eleições, os marqueteiros transformam os políticos em produtos palatáveis aos eleitores-compradores. Usam várias estratégias de venda que mobilizam emocionalmente os eleitores (compradores). No fim das contas, criam a sensação de que, se o eleitor-comprador possuir este "produto" sua vida pode melhorar ou, se já tem determinado "produto", sua vida melhorou por causa dele (e nunca porque voce acorda cedo, estuda muito, trabalha muito, é dedicado, etc), portanto, seja grato e continue fiel. O da concorrência não presta e blá, blá, blá. 

O melhor de tudo é que os marqueteiros nos fazem perceber que somos nós que tomamos as decisões, que pensamos, que escolhemos e ficamos felizes com isso e não entendemos como é que os outros não veem o que vemos. 

Obvio que existem técnicas muito mais sofisticadas para conduzir as massas. O marqueteiro João Santana, por exemplo, em uma entrevista para a revista ÉPOCA relacionou seus livros preferidos na área de COMUNICAÇÃO POLÍTICA.

SERGUEI TCHAKHOTINE - " A Mistificação da Massa pela Propaganda Política".
WALTER LIPMANN - "Public Opinion", "The Cold War" e "The Public Philosophy".
EDWARD BERNAYS - "Propaganda".
GUSTAVE LE BON - "A Psicologia das multidões", "A Psicologia do Socialismo".
MURRAY EDELMAN - "The Symbolic Uses of Politics", "Politics as Symbolic Action: Mass Arousal and Quiescence", "From Art to Politics: How Artistic Creations Shape Political Conceptions"
DENNIS C. MUELLER - "Public Choice"
REGYS DEBRAY – “Vida e Morte da Imagem”
GLAKOFF - "Don't Think an Elephant! Know your values and frame the debate"
DREW WESTERN - "The Political Brain"
WILLIAM MEYERS - "The Image Makers"
GREG MITCHELL - "The Campaign of the century - Upton Sinclair's race foi governo of California and the birth of media politics"
THEODORE WHITE - "The making of the president"
KATHLEEN HALL JAMIESON - "Eloquence in an electronic Age"

É a estratégia do engano onde a verdade é o menos relevante. 


José Lamartine Neto





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terça-feira, 21 de outubro de 2014

A pior pobreza é a da alma (Entrevista: Theodore Dalrymple)


Entrevista: Theodore Dalrymple

A pior pobreza é a da alma

Em "A Vida na Sarjeta", seu primeiro livro editado no Brasil, Theodore Dalrymple traça um retrato desencantado das camadas mais baixas da Inglaterra. Ao site de VEJA, o psiquiatra inglês, expoente da melhor tradição do conservadorismo anglo-saxão, explica por que a "miséria moral" que identifica entre britânicos deve servir de advertência para o Brasil do Bolsa-Família

Daniel Jelin

Com um pouco de sorte, ironiza o psiquiatra, 'A Vida na Sarjeta' terá relevância para os brasileiros em alguns poucos anos (PovertyCure/Reprodução)
De manhã, no hospital de um bairro pobre de Birmingham, ele atendia às vítimas. À tarde, no prédio vizinho, um grande presídio da segunda cidade mais populosa da Inglaterra, ouvia os algozes. Foi dessa perspectiva singular que Theodore Dalrymple, pseudônimo do psiquiatra inglês Anthony Daniels, investigou por 14 anos a miséria das camadas mais baixas da Grã-Bretanha. São os milhares de histórias de vida de pacientes e detentos que embasam o duro e desencantado retrato da Vida na Sarjeta (É Realizações, 280 pg, R$ 39,90), título do livro que chega ao Brasil na semana que vem.
Na obra, o psiquiatra sustenta que, se a miséria material foi praticamente varrida do mundo desenvolvido, a "pobreza da alma" se aprofunda e galga velozmente a escala social, patrocinada pelo assistencialismo irrefletido e guiada por conceitos irresponsavelmente ventilados por intelectuais de esquerda. Tendo conhecido a miséria dos países africanos, onde trabalhou quando jovem, ele é taxativo: "Nada do que vi – nem a pobreza ou a opressão ostensiva – jamais teve o mesmo efeito devastador na personalidade humana que o indiscriminado Estado de Bem-Estar Social", escreve. "Nunca vi a perda de dignidade, o egocentrismo, o vazio espiritual e emocional ou a absoluta ignorância de como viver que vejo diariamente na Inglaterra."
Dalrymple nunca havia sido editado no Brasil, embora seja um dos expoentes da melhor tradição do conservadorismo britânico – ou exatamente por causa disso...​ De qualquer forma,A Vida na Sarjeta é uma boa introdução à sua vasta bibliografia (mais de 20 títulos) e passeia por alguns dos temas que lhe são mais caros, e que critica impiedosamente, como o relativismo moral, a falência da educação, o esgarçamento dos laços familiares, o egotismo dos acadêmicos, o coitadismo, o politicamente correto, entre outros assuntos.
O livro chega com atraso de nada menos que 13 anos, mas isso, paradoxalmente, pode torná-lo mais oportuno. O Brasil do Bolsa-Família e das cotas; da "nova classe C" e do Minha Casa, Minha Vida; que viu a desnutrição recuar e a obesidade ganhar contornos epidêmicos; em que quase todas as crianças vão à escola, mas a maioria chega ao fim do ensino fundamental sem competências básicas de escrita e matemática – esse país tem muito a aprender com a miséria moral da "abundância" britânica.
O médico admite que nos países que ainda convivem com pobreza material, como o Brasil, seus argumentos podem parecer frívolos. Não são. "Com um pouco de sorte, A Vida na Sarjeta terá relevância para os brasileiros em alguns poucos anos", ironiza, em entrevista ao site de VEJA. Dalrymple aproveita para explicar a escolha do pseudônimo, com que protegeu sua identidade quando começou a assinar artigos mordazes e inconformados na imprensa britânica sobre as condições do hospital e da prisão em que trabalhava. "Theodore Dalrymple soa antigo, algo vitoriano, aristocrático, escocês. Pense em alguém muito mal-humorado, observando o mundo de seu clube em Londres, tomando uma taça de vinho do Porto, e dizendo que está tudo perdido (risos)."
Reprodução/VEJACapa de 'A Vida na Sarjeta'
Capa de 'A Vida na Sarjeta: o círculo vicioso da miséria moral', de Theodore Dalrymple
Como é a 'vida na sarjeta'? Na Europa e nos Estados Unidos, a pobreza é hoje definida em termos relativos. Em termos absolutos, os pobres já desfrutam de comodidades que teriam deslumbrado Luís XIV. Eles são pobres apenas em comparação com a média da população. Seu problema é outro: eles não sabem como viver. Não têm nenhum propósito mais elevado na vida. Não são religiosos, não têm crença política, não têm cultura própria. E não precisam lutar pela vida. Não passam fome e dá para ir levando a vida, sem grande esforço. Não falta assistência médica nem escola para os filhos. Não faz muita diferença se eles têm um emprego ou não. Eles não têm esperança de progredir economicamente, nem medo de quebrar. Vivem numa espécie de limbo, e seu mau comportamento é a única coisa que pode tornar a vida interessante.
Este fenômeno é restrito à "subclasse" (underclass, no original)? Na verdade, não gosto muito do termo 'subclasse', porque implica afirmar que há uma grande diferença entre essa parcela da população e o resto, o que não é verdade. Há uma continuidade, e eu argumento no livro que certas atitudes disfuncionais estão se disseminando pela escala social, para além do que Marx poderia chamar de 'lumpemproletariado'. Não estamos falando de cerca de 5% da população. Se fosse assim, seria muito triste para esses 5%, mas não seria tão sério para a sociedade como um todo. O que ocorre é que certos fenômenos disfuncionais se disseminaram das classes mais baixas para as mais altas, com um decréscimo do nível geral de cultura.

Por que o senhor põe a culpa nos intelectuais? Porque eles criaram essa noção, ao longo de mais de cem anos de propaganda, de que se as pessoas tivessem um lugar para morar, aquecimento adequado, comida suficiente etc., todos os problemas estariam resolvidos. Bom, eu acho ótimo que o padrão de vida das pessoas melhore, e que as pessoas tenham um lugar para morar, com aquecimento adequado etc. Mas o que acontece é que os problemas mudam de natureza. As políticas aplicadas sob influência de intelectuais liberais destruíram a família na Grã-Bretanha. Onde eu trabalhava, por exemplo, simplesmente não havia uma família em que o pai cuidasse dos filhos. Essa mudança aconteceu em pouquíssimo tempo, como efeito de políticas sociais e econômicas desastradas. Eu diria que o Estado de bem estar social foi uma condição necessária para a desagregação social a que assistimos na Inglaterra, mas não a única. Não observamos a mesma situação nos países da Escandinávia, por exemplo, e acho que há duas razões para esta diferença. Uma é escala. Você tem de lembrar que Londres é quase duas vezes a Dinamarca inteira, em termos de população. A outra razão é o nível de educação, que na Dinamarca é muito mais alto. Os dinamarqueses provavelmente escrevem melhor em inglês do que a maior parte dos ingleses. Assim, uma população com baixo nível educacional pendurada no assistencialismo, essa é a receita do desastre.
O que há de errado com as escolas britânicas? Temos muitas escolas, mas o ensino é muito ruim em várias delas, principalmente nas áreas em que a escolaridade é mais necessária, ou seja, onde não há o apoio das famílias. Cerca de 20% das crianças inglesas deixam a escola sem saber ler direito. Isso não tem nada a ver com o dinheiro que se gasta com elas. Na verdade, dá para ensinar a ler gastando muito pouco e bem depressa. E, no entanto, isso não está sendo feito. E quem mais sofre são as crianças mais vulneráveis, que vêm de famílias que não dão muita atenção à educação.

E isso também é culpa dos intelectuais? A culpa é dos educadores que impuseram às escolas métodos que não funcionam e que não mudam há 30 ou 40 anos. Nós sabemos por experiência que mesmo as crianças que vêm dos piores lares podem aprender a ler e escrever corretamente. As experiências mostram isso. E tudo que é necessário são métodos educacionais eficientes - como os que eram usados 50 anos atrás. Só que há uma teimosa recusa em reconhecer isso. No antigo sistema, crianças inteligentes e habilidosas eram selecionadas para seguir cursos acadêmicos puramente na base da competência e do mérito. Mesmo em áreas bem pobres, havia escolas muito boas, com um padrão bem alto. Foi assim durante muitos anos. Meu pai frequentou uma dessas escolas em Londres e se lembra de alunos que iam às aulas sem sapatos. Esse modelo garantia um certo grau de mobilidade social. É claro que só uma minoria de crianças era beneficiada, mas pelo menos era um sistema de genuína meritocracia.
Por que essas ideias não têm o mesmo efeito perverso sobre a classe média? Há duas razões. A primeira é que a classe média se preocupa muito mais com a educação. Se as crianças não vão bem na escola, os pais tomam alguma providência para melhorar a situação. E a segunda é que, na verdade, esses métodos não são impostos com a mesma firmeza sobre a classe média, porque ela reagiria a isso. Assim, a experiência é feita com os mais vulneráveis, que não sabem protestar, nem reclamar - a não ser através da violência física. Se fôssemos ceder à teoria conspiratória marxista, poderíamos dizer que o sistema educacional inglês é o meio pelo qual a classe média se assegura de manter fora de competição a metade mais pobre da população.

O senhor escreve que a "pobreza da alma" é muito pior que a pobreza material. Que lições países que ainda lidam com a miséria material, como o Brasil, devem tirar da "subclasse" dos países mais desenvolvidos? Mesmo em países miseráveis da África, onde trabalhei, nunca vi tamanha pobreza espiritual ou psicológica como a que observei na Inglaterra. E isso, eu acho, só pode ser explicado pela privação do sentido da vida. São pessoas capturadas por esse ciclo de dependência, em que nada parece tornar a vida melhor ou pior. Não há esperança, nem medo. Isso é algo que os brasileiros devem saber e evitar. Deixe-me dar um exemplo. Na Inglaterra, em 2006, antes da crise econômica, nós tínhamos 2,9 milhões de pessoas vivendo graças ao auxílio-doença. Elas não eram considerados desempregadas, mas doentes. Acontece que a grande maioria não tinha enfermidade nenhuma – ou teríamos mais doentes do que na 1ª Guerra Mundial. Essa corrupção moral tem um efeito profundo sobre a sociedade, tanto sobre as pessoas que pedem o benefício, como os médicos que dão os atestados e até sobre o governo, que pôde melhorar seu indicador de desemprego.
O assistencialismo tem um peso grande na vida dos brasileiros. Um em cada quatro pessoas é beneficiado por programas de transferência de renda, que praticamente todos os políticos apoiam. É possível erguer uma rede de proteção social que atenda à população necessidade sem incentivar os vícios que o senhor identifica? Eu não conheço muito bem o Brasil. Mas é certamente perigoso permitir que transferências regulares se tornem mais importantes que a renda das pessoas, porque haverá uma pressão para aumentá-las cada vez mais, em detrimento não só de toda a economia, mas também do caráter dos beneficiados. E é claro também que esses benefícios, quando elevados, acabam se tornando um direito divorciado de qualquer forma de merecimento. Se você tem direito a uma casa, renda, educação, assistência médica e tudo o mais, qual o sentido do esforço? Acho que, se bem controlada, não há razão para não ter uma rede de proteção social. O problema é que na Europa, particularmente na Grã-Bretanha, o sistema saiu de controle.
Qual o peso da revolução sexual na equação da "miséria da alma"? Não quero soar como um puritano, porque não sou, mas o verdadeiro problema é que o conceito de paternidade mudou. Na região em que eu trabalhava, nenhuma mãe levava em consideração se o pai do seu filho era adequado ou não. E isso me parece catastrófico. Quando eu perguntava para uma criança quem era o seu pai, ela às vezes dizia algo como "você quer dizer o meu pai no momento?". Nenhum pai assumia a responsabilidade por seu filho. Muitas crianças não tinham ideia do que era uma família. Para elas, o pai era um padrasto serial, que vinha e passava um tempo com elas e depois ia embora. Logo haveria um outro. Isso é terrível para as crianças. Uma geração de intelectuais vendeu a ideia de que conforto material e relacionamentos sem qualquer tipo de amarra tornariam a humanidade livre. Mas sem relações estruturadas, não pode haver confiança entre um homem e uma mulher. Isso leva ao ciúme e à violência. O custo das relações estruturadas por obrigações sociais, claro, é um certo grau de hipocrisia, porque, bem, o ser humano é o que ele é: não obedece às regras, mas finge que obedece. De qualquer forma, isso é melhor do que relações sem nenhuma amarra. Uma das razões de os homens serem tão ciumentos é que sabem o quanto eles próprios são predatórios. O tipo de promiscuidade que eu vi não seria relevante se esses homens aceitassem que a mulher também fosse promíscua, mas não é isso que acontece. Os homens querem a posse exclusiva da mulher, ao mesmo tempo que dão em cima da mulher de qualquer um, e é fácil ver que isso gera violência, tanto entre homens e mulheres como entre rivais que disputam uma mesma mulher.
Como nasceu seu interesse pela 'subclasse'? Eu trabalhava numa região complicada, como psiquiatra em um hospital. Vi algo como dez a quinze mil casos de tentativas de suicídio. E cada pessoa me falava sobre a sua vida e a vida de pessoas próximas. Isso significava ouvir a história da vida de 60, 70, 80 mil pessoas. Minha amostra é seletiva, claro, mas não é pequena. E também trabalhei numa prisão, com mais ou menos 1.400 detentos, que ficava ao lado do tal hospital. Eram prédios vizinhos. A principal diferença entre eles era que havia muito menos violência... na prisão. De manhã eu ouvia histórias de vítimas de crimes, e à tarde eu ouvia seus algozes. Foi assim que eu desenvolvi um interesse por tais assuntos.

Sente falta desse trabalho? Sim, mas resolvi me aposentar enquanto eu ainda sentia prazer em trabalhar. Isso pode parecer absurdo, mas queria parar com um certo número de boas recordações. O que eu presenciei não era lá muito agradável, mas era extremamente interessante.

Alguns textos deste livro foram publicados nos anos 1990. A sorte da subclasse melhorou desde então? Acho que continua a mesma coisa. E eu também não mudei de opinião. Aliás, para ser honesto, acho que já disse tudo que tinha a dizer sobre esse assunto. Atualmente faço crítica de arte e de literatura. E estou escrevendo minhas memórias da prisão. É que passei mais tempo na prisão do que a maioria dos presos...
'A Vida na Sarjeta' é seu primeiro livro publicado no Brasil, o que parece refletir certa hostilidade do mercado editorial contra autores conservadores. Esse viés também existe na Inglaterra. Durante muitos anos não houve uma edição inglesa de A Vida na Sarjeta. Embora trate do que vi na Grã-Bretanha, foi primeiro publicado nos Estados Unidos, assim como outro livro meu em que argumento que o vício em heroína não deve ser tratado como uma doença. Nos dias da Amazon, contudo, isso já não importa mais. De qualquer forma, espero que meu livro tenha alguma relevância para os brasileiros. Vejo que pode ser difícil para os brasileiros aceitar o tipo de coisas que afirmo, por ainda conhecerem a pobreza material. Com um pouco de sorte, porém, A Vida na Sarjeta terá relevância para os brasileiros em alguns poucos anos.
Fonte - http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/a-pior-pobreza-e-a-da-alma



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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O Silenciamento como tática

por: José Lamartine Neto


A filosofa política judaica/alemã Hannah Arendt conheceu bem de perto a privação de direitos e a perseguição na Alemanha de pessoas que tinha a mesma origem dela, pelo regime nazista, que também retirou-lhe a nacionalidade em 1937, tornando-a uma apátrida. Ela entende muito bem o significado do silenciamento e da desumanização. Lá, foi feito pelo estado mas, esta não é sua única forma de manifestação. Pessoas ou grupos podem se autorizar no exercício destas práticas deletérias de convivência.

Uma destas táticas é o do silenciamento que visa eliminar a capacidade do homem de usar a palavra e a ação, condição política de criação da diversidade e pluralidade. É através da palavra e da ação humanas que surge a dificuldade para concretização da política totalitária, cuja objetivo ultimo é dissolver os homens em "Um-Só-Homem de Dimensões Gigantescas", tornando-os marionetes, erradicando seu amor à liberdade, sua capacidade de agir (ARENDT, 1978, p. 518).

As facetas deste totalitarismo estão disseminadas no cotidiano em uma espécie de crença coletiva, um engajamento militante, agindo de maneira subliminar nos indivíduos, sendo portanto, inconsciente. O indivíduo, ao ter sua crença confrontada por uma situação ou outra pessoa, sente o efeito da dissonância cognitiva, um desconforto psíquico, entre o que está acontecendo e o que deveria acontecer. Para aliviar esta sensação este indivíduo pode recorrer a pelo menos duas formas de conduta, a partir da avaliação das circunstâncias de enfrentamento: 


1) abrir mão de suas crenças pessoais e aderir a crença do grupo maior ou mais forte, principalmente se sentir acolhimento; 

2) pode se manifestar contra o outro (indivíduo ou subgrupo), usando diversas táticas de silenciamento como a desmoralização pública, a desqualificação, a humilhação, a injúria, a calúnia, até o extremo possível, que é a eliminação física daquele sujeito (ou subgrupo) que gerou o incômodo. É esta situação que nos interessa.

É de se supor que exista uma deformação na natureza humana deste "Um-Só-Homem..." que o leva ao cerceamento do uso da palavra e da ação política do outro usando, segundo Hannah Arendt, instrumentos como o medo, o terror, a coerção, a propaganda ideológica, etc.

Agindo assim, o totalitarismo é capaz de obter a conformidade dos comportamentos e o posicionamento passivo, além da alienação total dos indivíduos. Estes perdem sua identidade cultural e religiosa e se descaracterizam.

O sujeito/grupo que provoca o isolamento do outro, quer destruir, mesmo que inconscientemente a capacidade política dos outros homens de agir, desagregando-os de suas vidas privadas e públicas, não permitindo sua coexistência, rompendo as relações que os unem.

Referencia:

ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo. Trad. Roberto Raposo. 4 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.


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domingo, 5 de outubro de 2014

A Pioneer X e a democracia brasileira


"A espaçonave Pioneer X foi lançada no dia 2 de março 1972. Tinha como missão fotografar os planetas do sistema solar, e no final, levar para o espaço uma mensagem contida em uma placa de alumínio anodizada a ouro. A imagem abaixo contém a mensagem enviada a uma civilização extraterrestre. 

A Pioneer X tinha o que havia de mais sofisticado em termos de tecnologia naquela época. Eu sempre fiquei pensando no que aconteceria se em vez de encontrar uma civilização mais avançada, ele fosse cair exatamente nas mãos de uma civilização mais primitiva. Imagine só um ser pré histórico com um porrete na mão que vê cair do céu uma espaçonave como esta, (supondo que ela sobrevivesse à queda e os detalhes da reentrada). 

A espaçonave seria completamente moída a porretadas e as suas partes usadas como ferramentas e talvez a sua antena parabólica como panela, ou local de criação de patos.

Talvez a democracia que o Brasil acabou alcançando seja um tipo de Pioneer 10 que caiu aqui por acaso, (tão avançada quanto, com urnas eletrônicas, fibras ópticas, comunicação por satélites etc.). 

Talvez o que estejamos fazendo com ela não seja tão distante das porretadas e da criação de patos......"


Por um amigo Engenheiro










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Esquerda x Direita: Entenda de uma vez (por Felipe Moura Brasil)



Esquerda x Direita: Entenda de uma vez 

Como muitos leitores e quase todos os militantes não sabem muito bem que diabos é isso de “direita” e “esquerda” de que todo mundo fala, convém “eternizar” aqui no blog um post para esclarecer afinal esses dois conceitos básicos tão presentes no dia a dia do debate público no Brasil e no mundo. Eis a melhor síntese a respeito já publicada em nosso país. Volto em seguida:
(…) Normalidade democrática é a concorrência efetiva, livre, aberta, legal e ordenada de duas ideologias que pretendem representar os melhores interesses da população: de um lado, a “esquerda”, que favorece o controle estatal da economia e a interferência ativa do governo em todos os setores da vida social, colocando o ideal igualitário acima de outras considerações de ordem moral, cultural, patriótica ou religiosa. De outro, a “direita”, que favorece a liberdade de mercado, defende os direitos individuais e os poderes sociais intermediários contra a intervenção do Estado e coloca o patriotismo e os valores religiosos e culturais tradicionais acima de quaisquer projetos de reforma da sociedade.
Representadas por dois ou mais partidos e amparadas nos seus respectivos mentores intelectuais e órgãos de mídia, essas forças se alternam no governo conforme as favoreça o resultado de eleições livres e periódicas, de modo que os sucessos e fracassos de cada uma durante sua passagem pelo poder sejam mutuamente compensados e tudo concorra, no fim das contas, para o benefício da população.
Entre a esquerda e a direita estende-se toda uma zona indecisa de mesclagens e transigências, que podem assumir a forma de partidos menores independentes ou consolidar-se como política permanente de concessões mútuas entre as duas facções maiores. É o “centro”, que se define precisamente por não ser nada além da própria forma geral do sistema indevidamente transmutada às vezes em arremedo de facção política, como se numa partida de futebol o manual de instruções pretendesse ser um terceiro time em campo.
Nas beiradas do quadro legítimo, florescendo em zonas fronteiriças entre a política e o crime, háos “extremismos” de parte a parte: a extrema esquerda prega a submissão integral da sociedade a uma ideologia revolucionária personificada num Partido-Estado, a extinção completa dos valores morais e religiosos tradicionais, o igualitarismo forçado por meio da intervenção fiscal, judiciária e policial. A extrema direita propõe a criminalização de toda a esquerda, a imposição da uniformidade moral e religiosa sob a bandeira de valores tradicionais, a transmutação de toda a sociedade numa militância patriótica obediente e disciplinada.
Não é o apelo à violência que define, ostensivamente e em primeira instância, os dois extremismos: tanto um quanto o outro admitem alternar os meios violentos e pacíficos de luta conforme as exigências do momento, submetendo a frias considerações de mera oportunidade, com notável amoralismo e não sem uma ponta de orgulho maquiavélico, a escolha entre o morticínio e a sedução. Isso permite que forjem alianças, alternadamente ou ao mesmo tempo, com gangues de delinqüentes e com os partidos legítimos, às vezes desfrutando gostosamente de uma espécie de direito ao crime.
Não é uma coincidência que, quando sobem ao poder ou se apropriam de uma parte dele, os dois favoreçam igualmente uma economia de intervenção estatista. Isto não se deve ao slogan de que “os extremos se tocam”, mas à simples razão de que nenhuma política de transformação forçada da sociedade se pode realizar sem o controle estatal da atividade econômica, pouco importando que seja imposto em nome do igualitarismo ou do nacionalismo, do futurismo utópico ou do tradicionalismo mais obstinado. Por essa razão, ambos os extremismos são sempre inimigos da direita, mas, da esquerda, só de vez em quando.
A extrema esquerda só se distingue da esquerda por uma questão de grau (ou de pressa relativa), pois ambas visam em última instância ao mesmo objetivo. Já a extrema direita e a direita, mesmo quando seus discursos convergem no tópico dos valores morais ou do anti-esquerdismo programático, acabam sempre se revelando incompatíveis em essência: é materialmente impossível praticar ao mesmo tempo a liberdade de mercado e o controle estatal da economia, a preservação dos direitos individuais e a militarização da sociedade.
Isso é uma vantagem permanente a favor da esquerda: alianças transnacionais da esquerda com a extrema esquerda sempre existiram, como a Internacional Comunista, o Front Popular da França e, hoje, o Foro de São Paulo. Uma “internacional de direita” é uma impossibilidade pura e simples. Essa desvantagem da direita é compensada no campo econômico, em parte, pela inviabilidade intrínseca do estatismo integral, que obriga a esquerda a fazer periódicas concessões ao capitalismo.
Embora essas noções sejam óbvias e facilmente comprováveis pela observação do que se passa no mundo, você não pode adquiri-las em nenhuma universidade brasileira (…).
VOLTEI.
Isto que vai acima é um trecho do artigo “Democracia normal e patológica – 1“, de Olavo de Carvalho, publicado no dia 5 de outubro de 2011 no Diário do Comércio e incluído por mim no capítulo “Democracia” do nosso best seller O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, o livro que esclarece essas e outras questões sobre a experiência individual, mental, social, cultural, política e intelectual brasileira.
Se você não quer ser uma Luciana Genro ou qualquer militante do PSOL, que usam conceitos como rótulos apenas para atacar adversários ou fazer os velhos aliados parecerem mais moderados do que são (como ao chamar o PT de “direita”), entender o que os conceitos realmente significam na realidade é fundamental para se conectar com ela. (E aos inocentes úteis, nunca é demais lembrar que o governo militar brasileiro foi estatizante, o que é um aspecto esquerdista, embora a esquerda insista em rotulá-lo como exemplo-mor de direitismo aplicado.)
A democracia no Brasil ainda está doente, como mostram mais uma vez as eleições deste ano, disputadas por três candidatos apenas de esquerda (Dilma, Marina e Aécio), mas para curá-la não há dúvida de que é preciso primeiro saber identificar a doença.
Felipe Moura Brasil 

Felipe Moura Brasil

Cultura e irreverência






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